jueves, octubre 17, 2019

Ana Hatherly / Una calculadora de improbabilidades















El poeta es
una calculadora de improbabilidades limita
la información cuantitativa trayendo
reforzada información estética.
Es una máquina metroerótica en la que las discrepancias
son el fulgor de la máquina.
La crueldad elegante de la máquina resulta de la
competencia pirotécnica de la circulación íntima
y fulgurante de su maquinaria erótica.
La psicología de lo maquinal sabe que basta
que se cree un polo positivo para que el polo
negativo surja
o viceversa
y las evoluciones de la telequinesis por la fuerza
de las catástrofes desenvuelven sus facultades
latentes o las absorben como la esponja absorbe
las aguas variables de los humores
que transforma en polaridad.
Lo maquinal metroerótico está en astrogación
curso hipnótico de los polímeros.
Digo con precisión fenomenológica: lo maquinal
circula en su hiperesfera de la manera más
excéntrica.
Digo y garantizo:
lo maquinal absolutamente absorbe sus aguas
variables y eso es su amplexo.
Lo maquinal metroerótico es tu-yo.
Lo maquinal tu-yo
cuya tarea ardua no es
definir la verdad está en el medio de la profusión
de los objetos
y considera el consumo la verdad dislocada
dislocación de gran tonelaje
laboriosa confección de eros
constante moribunda
es ese oprobio disperso e irritable
indiferente a la vida esponjosa.
La historia agrega la dificultad esencial
de las variables y la ocasión de las cosas
práctica difícil
es para lo maquinal como una industria apócrifa

Ana Hatherly (Oporto, Portugal, 1929-Lisboa, 2015), Um calculador de improbabilidades, Quimera, Lisboa, 2001, vía Citador
Traducción de Silvina Elena Guala

Ref.:
Público
Jornal de Poesia
Poemário
Escritas

Foto: Maria José Palla/Círculo de Artes Plásticas de Coimbra


Um Calculador de Improbabilidades

O poeta é
um calculador de improbabilidades limita
a informação quantitativa fornecendo
reforçada informação estésica.
É uma máquina eta-erótica em que as discrepâncias
são a fulgurância da máquina.
A crueldade elegante da máquina resulta da
competição pirotécnica da circulação íntima
e fulgurante do seu maquinismo erótico.
A psicologia do maquinal sabe que basta
que se crie um pólo positivo para que o pólo
negativo surja
ou vice-versa
e as evoluções telecinéticas pela força
das catástrofes desenvolvem suas faculdades
latentes ou absorvem-nas como a esponja absorve
as águas variáveis dos humores
que transforma em polaridade.
O maquinal eta-erótico está em astrogação
curso hipnótico dos polímeros.
Digo com precisão fenomenológica: o maquinal
circula em sua hiperesfera da maneira mais
excêntrica.
Digo e garanto:
o maquinal absolutamente absorve suas águas
variáveis e isso é o seu amplexo.
O maquinal eta-erótico é tu-eu.
O maquinal tu-eu
cuja tarefa árdua não é
definir a verdade está no meio da profusão
dos objectos
e considera o consumo a verdade deslocada
deslocação de grande tonelagem
laboriosa alfaiataria de eros
constante moribunda
e esse opróbrio dispersivo e vexável
indifere a vida esponjosa.
A história agrega a dificuldade essencial
das variáveis e o ensejo das coisas
prática difícil
está para o maquinal como uma indústria apócrifa
 © Ana Hatherly 

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